Conferência: Metering, Billing/CRM Latin America
Local: Rio de Janeiro, Brazil
Palestrante: Geraldo Guimarães
Artigo: Apresentado por Geraldo Guimarães na Metering, Billing/CRM Latin America

Todos já ouvimos falar sobre o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de energia, onde o crescimento do fornecimento é lento enquanto a demanda continua a crescer em ritmo cada vez mais intenso. É verdade que ainda há uma margem entre a geração e o uso de energia, entretanto, em nível mais granular, o problema é grande. Durante os horários de pico em um dia normal, a demanda de energia coloca as redes de fornecimento em seu limite. Em alguns países, a demanda durante os horários de pico excede a capacidade disponível e gera blecautes e falhas nas instalações de transmissão e distribuição.

Hoje, a maioria das utilities começou a explorar as alternativas de gestão de demanda para conter os problemas de energia de pico e seus impactos sobre a confiabilidade do sistema e os aspectos econômicos. Assim que começamos a explorar a situação que se apresenta, precisamos considerar os diferentes aspectos do crescimento da demanda e seus impactos sobre a infra-estrutura de energia. Também devemos observar a aplicação mais ampla das tecnologias de controle de demanda e como os mesmos podem ser utilizados para benefícios maiores do que apenas o gerenciamento de energia de pico.

Nos últimos anos, ficou óbvio que os problemas relacionados ao equilíbrio entre fornecimento e demanda de energia não são apenas problemas norte-americanos. O problema é de natureza global. As utilities em todos os continentes e regiões enfrentam o mesmo problema do desequilíbrio crescente entre fornecimento e demanda de energia. No entanto, dependendo do país, é possível que haja causas diferentes, e, assim, soluções diferentes.

Veremos neste trabalho que uma é necessária uma abordagem holística de gerenciamento de demanda para atender as muitas faces da demanda e as combinações emergentes de possíveis soluções. As decisões que tomamos hoje são aquelas que servirão de base para o sistema das utilities nos próximos 20 anos e no futuro. Devemos estar aptos a integrar com soluções mais amplas para maximizar o retorno do investimento. A utility/operadora de energia precisa estruturar o problema dentro de um contexto mais amplo para garantir que cada etapa incremental do plano caminhe em direção a uma solução de longo prazo com redução geral de demanda – independentemente da fonte.