Gestí£o do controle de medií§í£o – Perdas ní£o técnicas

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Conferência: Metering, Billing/CRM Latin America
Local: Rio de Janeiro, Brazil
Palestrante: Manoel Messias Pantaleão
Artigo: Apresentado por Manoel Messias Pantaleão na Metering, Billing/CRM Latin America

Perdas não técnicas
Uma das vertentes de uma eficiente Gestão de Controle de Medição é o trabalho sobre as “perdas não técnicas” que são decorrentes do subdimensionamento ou superdimensionamento, das falhas mecânicas, manipulações indevidas ou danos e da fraude nos equipamentos que influenciam diretamente na medição dos consumos. Todas são condições capazes de influenciar para mais ou para menos no consumo de um determinado cliente.

1.1 – Superdimencionamento ou subdimensionamento
Estas considerações se aplicam considerando-se os consumo do cliente que por razões técnicas, fabris ou de sazonalidade tenha seu perfil de consumo alterado para mais ou para menos. Tais alterações podem acarretar falhas na medição do consumo, pois os equipamentos de medição, no caso das distribuidoras de gás canalizado, são os medidores de volume de gás, que apresentam um “ranger” de trabalho que compreende a vazão mínima – vazão acima da qual todo medidor deve permanecer dentro dos erros máximos admissíveis, expressa em metros cúbicos por hora – e, a vazão máxima – maior vazão na qual o medidor deve operar permanecendo dentro dos erros e perdas de pressão máxima admissíveis, expressa em metros cúbicos por hora -, cujos erros de medição são os admitidos em normas técnicas.

1.2 – Panes nos equipamentos de medição
Decorrente do desgaste natural do equipamento ou por falha na fabricação, determinados tipos de defeitos podem permitir a continuidade do fornecimento sem o devido registro dos consumos, tais como a quebra ou travamento do rotor ou do dispositivo indicador do volume do gás medido no caso dos medidores do tipo Turbina , para os medidores de volume de gás do tipo paredes deformáveis, também denominados de diafragmas, pode ocorrer à quebra ou travamento do conjunto de mecanismos internos responsáveis pelo escoamento do gás em um ciclo de trabalho, assim como a quebra ou travamento do dispositivo indicador do volume do gás medido.

Outros equipamentos de medição podem ser utilizados acoplados aos medidores de volumes de gás, dentre eles o mais usual é Corretor Eletrônico de Vazão que se destina a conversão do volume gás medido.

1.3 – Manipulação indevida da instalação ou dano no equipamento de medição
A manipulação indevida se insere no caso em que por iniciativa do cliente, ou por falta de cuidado deste, as instalações de propriedade da concessionária são alteradas sem autorização com vistas ao incremento da vazão e/ou da elevação pressão do gás.
O dano se constitui em destruir, inutilizar ou deteriorar, situações que podem ser praticadas tanto por ação quanto por omissão. Em equipamentos de medição o ato danoso que venha trazer a perda da qualidade metrológica do equipamento o torna inservível para o fim a que se destina, não havendo a necessidade da destruição total.

1.4 – Fraude no consumo de gás canalizado
O desenvolvimento de uma cultura de combate a fraudes alcança seu escopo através do planejamento estratégico, isto é, a alta direção da empresa imbuída da vontade de promover mudanças, e dotada do poder de imprimir transformações, passa a mobilizar os recursos necessários em busca de alcançar suas metas. O combate a Fraude não deve ser objeto apenas de uma campanha, mas parte integrante da estrutura formal da empresa, com pessoal e meios próprios para desenvolvimento de suas atividades. Muito embora haja o envolvimento policial em situações como estas, o trabalho deve ser visto pela empresa como uma ação estritamente comercial.